quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

No Brasil o Dia da Astronomia é comemorado em 02 de dezembro

 



O Dia da Astronomia é comemorado em 2 de dezembro no Brasil.

A data homenageia a ciência que explora, observa e estuda o universo e tudo que existe nele: planetas, estrelas, satélites naturais, galáxias e etc.

A astronomia é uma das ciências mais antigas que existem no mundo, responsável pela descoberta da origem, movimentação, composição e demais comportamentos dos corpos celestes que estão espalhados por todo o universo.

Os astrônomos - estudiosos e cientistas que estudam a ciência da astronomia - olham para o céu em busca de respostas para as grandes e pequenas questões sobre o que existe além da imensidão do "manto azul" do firmamento terrestre.

Origem do Dia da Astronomia
O Dia da Astronomia no Brasil surgiu em homenagem à data de nascimento do imperador Pedro de Alcântara, Dom Pedro II (2 de dezembro), que era considerado um astrônomo amador e o patrono da astronomia brasileira.

O Observatório Nacional

A Sociedade Brasileira de Astronomia, fundada em 1947, foi quem escolheu a data de 2 de dezembro como Dia Nacional da Astronomia.

Dia Mundial da Astronomia
Muitos calendários datam o Dia Mundial da Astronomia como 8 de abril, porém não há um documento que oficialize ou justifique a escolha da data.


terça-feira, 30 de novembro de 2021

Alunos do professor Edwar Montenegro ganham medalhas inéditas para Rede Municipal de Teresina na área de robótica e Satélites Artificiais.

 Emoção e orgulho tomaram conta da solenidade de premiação dos alunos da Rede Municipal de Teresina medalhistas em competições de robótica, nesta terça-feira (30). A Rede Pública Municipal tem sido pioneira em estudos na área, desbancado, inclusive, equipes universitárias nas maiores olimpíadas do país.

Equipe de Alunos do Programa Cidade Olímpica Educacional /SEMEC - Teresina-PI que consquistaram o primeiro e terceiro lugar no desafios de Satélites Artificiais da OBSAT/MCTI na 17ª SNCT. Fonte: SEMEC.


O secretário municipal de Educação, Nouga Cardoso, entregou 17 medalhas a alunos que se destacaram nacionalmente. A equipe de Robótica e Satélites Artificiais do Programa Cidade Olímpica ficou com o 1º lugar geral na 17ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT), sendo premiada com um cubsat educacional. Este objeto se tornou o primeiro satélite artificial do Piauí na história. Até a turma de língua portuguesa do Cidade Olímpica se destacou, levando o 3º lugar nacional, com a temática de satélites artificiais.

Equipe de Alunos  e professor do Programa Cidade Olímpica Educacional /SEMEC - Teresina-PI que consquistaram o primeiro e terceiro lugar no desafios de Satélites Artificiais da OBSAT/MCTI na 17ª SNCT. Fonte: SEMEC.

Os secretários executivos de Ensino e Gestão, Kleytton dos Santos e Edileusa Sampaio, respectivamente, aplaudiram de pé as conquistas dos alunos, agradecendo especialmente o empenho dos professores no apoio à turma. “Fazem um trabalho espetacular apoiando os sonhos desses jovens talentos”, disse Edileusa.

Também foram premiadas as alunas representantes das equipes classificadas em 1º e 2º lugar na primeira fase da Olimpíada Brasileira de Satélites MCTI (OBSAT). E mais sete alunos medalhistas na Olimpíada Brasileira de Robótica, com quatro medalhas de ouro e três de prata



Professor Edwar Montenegro recebendo das mãos do Secretario de Educação de Teresina a medalha de técnico da equipe  dos alunos do Programa Cidade Olímpica Educacional /SEMEC - Teresina-PI que consquistaram o primeiro e terceiro lugar no desafios de Satélites Artificiais da OBSAT/MCTI na 17ª SNCT. Fonte: SEMEC.


O professor de robótica, Edwar Montenegro, é um dos principais envolvidos em tantas conquistas. Emocionado, exaltou o empenho dos alunos e destacou o pioneirismo de Teresina na área. “Quero agradecer aos alunos que confiam muito em mim e aceitam os desafios que sugiro para eles. São estudantes que merecem o que conquistaram. No Piauí, não havia nenhum aluno que já tivesse participado da Olimpíada Brasileira de Satélites, e hoje estão aí, alunos de escolas públicas do ensino fundamental que concorrem de igual para igual com estudantes de nível superior”, declarou, pedindo apoio para conquistarem ainda mais.


Professor Edwar Montenegro fala sobre a importância do apoio da SEMEC para que Alunos do Programa Cidade Olímpica Educacional /SEMEC - Teresina-PI que consquistaram o primeiro e terceiro lugar no desafios de Satélites Artificiais da OBSAT/MCTI na 17ª SNCT continuem progredindo nas próximas fases da OBSAT. Fonte: SEMEC.

E se depender do secretário Nouga, o apoio está garantido. “É com muito orgulho que hoje entregamos as medalhas para estes estudantes que representam de forma muito honrosa a Rede Municipal de Educação. Eu me comprometo a fazer tudo que estiver ao alcance da Secretaria para que todo o apoio seja dado a programas como o Cidade Olímpica Educacional”, afirmou.

Ester de Araújo, mãe da Letícia Soares, não escondeu a emoção de ver a medalha no peito da filha. A menina conquistou bronze na competição nacional de Ciência e Tecnologia. “É muito gratificante para mim, como mãe, ver que ela está se sentindo realizada de ter sido reconhecida depois de muito esforço, após um ano no Cidade Olímpica, um incentivo para a participação em outros projetos que colaborem com a sua formação educacional”, concluiu a mãe.

Fonte: SEMEC/ASCOM

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Jornalista Valeria Noronha ganha prêmio da FAPEPI de Jornalismo Científico – com materia sobre trabalhos desenvolvidos pelo prof. Edwar Montenegro

 A Jornalista Valeria Noronha conquistou o primeiro lugar no I Prêmio FAPEPI de Jornalismo Científico - 2021, na Categoria TV.


A jornalista Valeria Noronha concorreu com uma matéria que contava a façanha dos trabalhos realizados por alunos de escolas públicas da cidade Teresina, sob orientação de Edwar Montenegro, em especial os  trabalhos para participação na Olimpíada Brasileira de Satelites do MCTI e no projeto para a futura Missão Estratosferica Esperança.
Nesta foto da esquerda para a direita: Professora Maria do Desterro, Mikaelli Felix, Sthefani Yara, Valeria Noronha e Edwar Montenegro, durante a gravação da materia para o programa Teresina e seus Herois.


Essa premiação teve como OBJETIVO:
1.1. Estimular e valorizar a publicação de matérias de CT&I veiculadas em diferentes meios de comunicação e relacionadas a temas estratégicos no Estado do Piauí. Denomina-se jornalismo científico a especialização da profissão jornalística nos fatos relativos à Ciência, Tecnologia e Inovação. O jornalismo científico é próximo da divulgação científica, porém distinto na medida em que não apenas informa o público sobre ciência, mas faz reflexões e discussões atualizadas sobre CT&I e sua relação com a sociedade.

1.2 O I Prêmio FAPEPI de Jornalismo Científico – 2021 tem como objetivos principais:

a. Disseminar o jornalismo científico no Estado do Piauí;

b. Incentivar a publicação e divulgação de matérias de CT&I em conjunto com a comunidade científica e instituições de ciência e tecnologia do Estado;

c. Incentivar e reconhecer a participação de alunos de graduação e jornalistas na publicação de matérias de CT&I no Estado;

d. Avaliar, premiar e divulgar as matérias de jornalismo científico.
==========================
Fonte: @_fapepi
=======

terça-feira, 29 de junho de 2021

Na procura de parcerias para a Missão Esperança

 Nesta terça-feira 19/06/2021, a Graviton Scientific Society reuniu-se com o Diretor Regional do SENAI, o Chefe de Negócios Internacionais da FIEPI (Federação das Indústrias do Piauí) e o Professor Werton costa da UESPI, com o objetivo de discutir possíveis parcerias no desenvolvimento do Programa Esperança. Programa este que em sua primeira fase consistirá na construção e  lançamento da Primeira Missão Estratosférica do Piauí, que levará a bordo de um balão atmosférico um pequeno satélite CubeSat para coleta de dados de natureza física, como composição e status da camada de ozônio sobre a capital e variações do nosso campo magnético, gradiente térmico e também servirá como prova de conceito de futuras missões mais avançadas.







sábado, 5 de junho de 2021

Quatro satélites idealizados por alunos e professor da cidade de Teresina são selecionados em olimpíada científica.

  

As equipes Programa Cidade Olímpica Educacional, Programa Cidade Olímpica Educacional  2, Sinfonia Cósmica e Missão The X sob orientação do professor Edwar Dávila Montenegro, tiveram seus projetos aprovados e selecionados para receber gratuitamente um kit de montagem de um CubeSat e dois Cansat's do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação do governo federal  (MCTI). Sendo que a Equipe Programa Cidade Olímpica Educacional já recebeu o Kit como premiação de ter ocupado o primeiro lugar nacional no desafio de Satélites e Inteligência artificial na 17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia- 2020 do MCTI.

Colocação em orbita de Cubesat's. Fonte: NASA

As outras três equipes ficaram em Primeiro e Segundo lugar do estado do Piauí na modalidade Ensino Fundamental e Primeiro Lugar na modalidade Ensino Médio ou técnico respectivamente. Todas as equipes do Ensino fundamental II pertencem a alunos de escolas publicas da cidade de Teresina e a Equipe de Ensino Médio é formada por alunos de uma escola da Rede privada de ensino.

Um CubeSat ( espaçonave classe U ) é um tipo de satélite miniaturizado para pesquisa espacial e pode ser composto de um módulo ou vários módulos cúbicos de 10 cm × 10 cm × 10 cm. Um CubeSats deve ter uma massa de não mais do que 1,33 kg (2,9 lb), por unidade. Por outro lado um CanSat é um tipo de carga útil de foguete de sondagem usado para ensinar tecnologia espacial. É semelhante à tecnologia usada em satélites miniaturizados. Porém Nenhum CanSat jamais deixou a atmosfera, nem orbitou a Terra. Nas competições CanSat, a carga útil deve caber dentro do volume de uma lata de refrigerante típica (66 mm de diâmetro e 115 mm de altura) e ter uma massa inferior a 350g.

As propostas enviadas pelas equipes são o uso de uma constelação de CubeSat’s para estudar o desmatamento ilegal e queimadas florestais ao longo do Território Brasileiro. O uso de um Cansat para estudar o clima espacial numa região do espaço próxima à linha do equador terrestre. A equipe conexão cósmica submeteu um projeto com a ideia de utilizar um CanSat para estudar a dinâmica atmosférica sobre o estado do Piauí. E a equipe Missão The X submeteu um projeto com a ideia de monitorar e fiscalizar com o intuito de contribuir para um desenvolvimento sustentável para o estado do Piauí. Os projetos elaborados por alunos do Ensino Fundamental tiveram orientação de integrantes da Graviton Scientific Society.

Conceito artístico de um CubeSat de 1U. Créditos: Virginia Cubesat Constellation.

A Olimpíada Brasileira deSatélites MCTI é uma Olimpíada Científica de abrangência nacional, concebida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e organizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em conjunto com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP).

quarta-feira, 2 de junho de 2021

A NASA enviará duas novas missões a Vênus pela primeira vez em mais de 30 ANOS

 A NASA está retornando a Vênus pela primeira vez em mais de 30 anos. A  agência espacial divulgou nesta quarta-feira 02 de junho de 2021, duas novas missões de $ 500 milhões que devem ser lançadas nos próximos 10 anos. 

Como parte de seu discurso sobre o Estado da Agência, o administrador da NASA Bill Nelson disse que as missões, DAVINCI + e VERITAS, iriam para o planeta conhecido como 'gêmeo maligno da Terra' como parte de seu programa Discovery.

"As missões visam compreender como Vênus se tornou um mundo infernal quando tem tantas outras características semelhantes às nossas - e pode ter sido o primeiro mundo habitável no sistema solar, completo com um oceano e clima semelhante ao da Terra," disse a NASA em um comunicado . 

As duas missões foram escolhidas com base em seu valor científico potencial e na viabilidade de seus planos de desenvolvimento. As equipes de projeto agora trabalharão para finalizar seus requisitos, designs e planos de desenvolvimento. A NASA está concedendo aproximadamente US $ 500 milhões por missão para o desenvolvimento. Espera-se que cada um seja lançado no período de 2028-2030.


Uma imagem da superfície de Vênus, extrapolada para o horizonte a partir de imagens tiradas pela sonda soviética Venera 13 e processada para remover o efeito olho de peixe.

As missões selecionadas são:

DAVINCI + (Investigação de Vênus em atmosfera profunda de gases nobres, química e imagem)

O DAVINCI + medirá a composição da atmosfera de Vênus para entender como ela se formou e evoluiu, bem como determinar se o planeta já teve um oceano. A missão consiste em uma esfera descendente que mergulhará na espessa atmosfera do planeta, fazendo medições precisas de gases nobres e outros elementos para entender por que a atmosfera de Vênus é uma estufa descontrolada em comparação com a da Terra.

Além disso, o DAVINCI + retornará as primeiras imagens de alta resolução das características geológicas únicas de Vênus conhecidas como “tesselas”, que podem ser comparáveis ​​aos continentes da Terra, sugerindo que Vênus tem placas tectônicas. Esta seria a primeira missão liderada pelos EUA à atmosfera de Vênus desde 1978, e os resultados do DAVINCI + poderiam remodelar nossa compreensão da formação de planetas terrestres em nosso sistema solar e além. James Garvin, do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, é o principal investigador. Goddard fornece gerenciamento de projetos.

VERITAS (Emissividade de Vênus, Ciência de Rádio, InSAR, Topografia e Espectroscopia)


VERITAS mapeará a superfície de Vênus para determinar a história geológica do planeta e entender por que ele se desenvolveu de forma tão diferente da Terra. Orbitando Vênus com um radar de abertura sintética, VERITAS irá mapear as elevações da superfície de quase todo o planeta para criar reconstruções 3D da topografia e confirmar se processos como placas tectônicas e vulcanismo ainda estão ativos em Vênus.

VERITAS também mapeará as emissões infravermelhas da superfície de Vênus para mapear seu tipo de rocha, que é amplamente desconhecido, e determinar se vulcões ativos estão liberando vapor de água na atmosfera. Suzanne Smrekar, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, no sul da Califórnia, é a investigadora principal. JPL fornece gerenciamento de projetos. O Centro Aeroespacial Alemão fornecerá ao mapeador infravermelho a Agência Espacial Italiana e o Centre National d'Etudes Spatiales da França, estão contribuindo para o radar e outras partes da missão.

Além das duas missões, a NASA selecionou um par de demonstrações de tecnologia para voar com eles. VERITAS hospedará o Deep Space Atomic Clock-2 , construído pelo JPL e financiado pelo Space Technology Mission Directorate da NASA. O sinal de relógio ultrapreciso gerado com esta tecnologia ajudará a permitir manobras autônomas de espaçonaves e aprimorar as observações científicas de rádio. 

DAVINCI + hospedará o espectrômetro ultravioleta compacto para  imagem visível (CUVIS) construído por Goddard. CUVIS fará medições de alta resolução de luz ultravioleta usando um novo instrumento baseado em ótica de forma livre. Essas observações serão usadas para determinar a natureza do absorvedor ultravioleta desconhecido na atmosfera de Vênus, que absorve até metade da energia solar que chega.

Fonte: NASA

terça-feira, 6 de abril de 2021

O helicóptero Ingenuity da NASA sobrevive por conta própria à primeira noite fria de Marte

 

O helicóptero Ingenuity da NASA pode ser visto em Marte pela câmera traseira do rover Perseverance em 4 de abril de 2021, o 44º dia marciano, ou sol da missão. Créditos: NASA / JPL-Caltech.


Uns dos principais desafios de qualquer sonda espacial que vai explorar  a superfície de Marte é passar pelas frias temperaturas de Marte. Esta prova o helicóptero Ingenuity da NASA já passou, ele sobreviveu à primeira noite depois de ser deixado na superfície de Marte pelo rover Perseverance da NASA, o qual  é um marco importante para o pequenos helicóptero.  

As temperaturas noturnas na cratera de Jezero podem cair até 130 graus Fahrenheit negativos (90 graus Celsius negativos), o que pode congelar e quebrar componentes elétricos desprotegidos e danificar as baterias a bordo necessárias para o voo. Sobreviver naquela primeira noite depois de ser implantado de onde estava preso à barriga do rover Perseverance da NASA em 3 de abril é um marco importante para o helicóptero de 4 libras (1,8 kg). Nos próximos dias, o Ingenuity será a primeira aeronave a tentar um voo motorizado e controlado em outro planeta.

“Esta é a primeira vez que o Ingenuity está por conta própria na superfície de Marte”, disse MiMi Aung, gerente de projeto do Ingenuity no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA no sul da Califórnia. “Mas agora temos a confirmação de que temos o isolamento certo, os aquecedores certos e energia suficiente em sua bateria para sobreviver à noite fria, o que é uma grande vitória para a equipe. Estamos entusiasmados em continuar a preparar o Ingenuity para seu primeiro teste de voo. ”

Conceber uma nave pequena o suficiente para caber no rover, leve o suficiente para voar na fina atmosfera de Marte, mas resistente o suficiente para suportar o frio marciano apresentou desafios significativos. Para garantir que o painel solar no topo dos rotores do helicóptero pudesse começar a receber luz solar o mais rápido possível, o Perseverance foi instruído a se afastar do Ingenuity logo após implantá-lo.

Até o helicóptero colocar suas quatro pernas na superfície marciana, a Ingenuity permaneceu presa à barriga do rover, recebendo energia do Perseverance, que pousou na cratera de Jezero em 18 de fevereiro. O rover serve como um retransmissor de comunicação entre a Ingenuity e a Terra, e usará seu conjunto de câmeras para observar as características de voo do helicóptero movido a energia solar do “ Van Zyl Overlook ”.

A única missão da Ingenuity, uma demonstração de tecnologia, é realizar testes de voo na fina atmosfera de Marte; o helicóptero não carrega instrumentos científicos. Em 30 dias marcianos, ou sóis (um dia marciano dura 24,6 horas), na superfície, o Ingenuity completará seus testes, e a exploração científica da cratera de Jezero pelo Perseverance entrará em alta velocidade.

Em 4 de abril, o Perseverance fez o downlink das primeiras imagens do helicóptero na superfície de Marte. Tiradas pela câmera traseira esquerda do veículo espacial, usada para evitar riscos, a imagem mostra as pás do rotor do helicóptero ainda alinhadas umas sobre as outras (uma configuração usada para economizar espaço durante a viagem a Marte) e suas quatro patas firmemente plantadas na superfície de Marte.

Nos próximos dois dias, o Ingenuity coletará informações sobre o desempenho dos sistemas de energia e controle térmico, agora que o pequeno helicóptero está sozinho no ambiente de Marte. Essa informação será usada para ajustar o sistema de controle térmico do Ingenuity para ajudá-lo a sobreviver às noites adversas de Marte durante todo o período de experiência de voo.

Se tudo acontecer conforme esperado com os testes, nos próximos dias acontecerá o primeiro voo do pequeno helicóptero na superfície de Marte. Aqui na Terra continuamos na expectativa e desejando o sucesso da missão. 

Fonte: NASA

sábado, 3 de abril de 2021

Hoje se comemora os 48 anos da primeira ligação feita de um celular!

 


Martin Cooper. Fonte: britannica.com

O dia 3 de abril de 1973 marcou um fato que mudaria a vida de todos nós. Neste dia, Martin Cooper fez algo inédito. Com 44 anos e então gerente do departamento de comunicação da Motorola, ele realizou a primeira ligação de celular. A primeira chamada de uma via pública, ao menos, que se tem registro, direto das fervilhantes avenidas de Nova York. 

O telefone celular já havia sido testado no laboratório, mas nunca no mundo real. O telefone no carro já tinha sido inventado - os rádios móveis, na verdade. Eles eram equipamentos pesados, que tinham que ser alimentados por uma parafernália que ficava escondida no porta-malas. Cooper vislumbrava o dia em que as pessoas falariam no telefone sem amarra alguma, com total liberdade ao indivíduo. Ele imaginava um equipamento portátil, que pudesse ser carregado a qualquer lugar.

Quando Cooper fez aquela ligação, ele, obviamente, não ligou para outro celular. Sua chamada foi para o telefone fixo do chefe da equipe da concorrência, da Bell Labs, que também desenvolvia um produto semelhante. Imagine como o concorrente se sentiu quando atendeu a ligação de Cooper, escutando o som das ruas da cidade ao fundo.

O legado desse feito histórico é que transformou a vida dos humanos em todas as áreas de atuação como trabalho, educação, medicina, relacionamentos, etc e 48 anos depois, hoje somos uma civilização totalmente dependentes dos aparelhos celulares, smartphones, tables, para podermos encontrar no meio deste mundo caótico.


Fonte: Adaptado do site Hoje na história.



terça-feira, 15 de dezembro de 2020

A nanotecnologia e as vacinas contra o Covid-19

 

Conceito artístico de uma vacina contra o Covid-19. fonte: Nature.

Nestes últimos meses as #FakeNews sobre as vacinas contra o Covid-19,  vem disseminando-se com uma velocidade maior que a da doença, trazendo consequências mais perigosas que o  próprio vírus. Pois, fazer campanha contra as vacinas não é apenas apostar na própria sorte, na de seus amigos e familiares, menosprezar o trabalho e dedicação de muitos cientistas que encontra-se trabalhando sobre constante pressão e com a responsabilidade de "salvar a humanidade". Mas, também é ir contra o progresso do conhecimento humano. Na tentativa de entender o que leva ás pessoas a agir dessa maneira, comecei a pesquisar e ler alguns artigos sobre as vacinas, entre os quais encontrei um bem interessante que está resumido a seguir.

Segundo um artigo publicado alguns dias atrás na revista Nature Nanotechnology, pelo menos duas vacinas baseadas em nanopartículas  estão em processo de aprovação pela  Food and Drug Administration dos EUA  e podem representar um passo gigantesco na luta contra a pandemia de COVID-19.

Em 18 de novembro de 2020, a BioNtech e a Pfizer anunciaram os resultados finais  de seu ensaio clínico de fase 3 da vacina contra o COVID-19.  Apenas alguns dias antes, a Moderna também revelou o resultado preliminar de seu estudo de fase 3. Com uma  eficácia reivindicada na prevenção da infecção de 95% e 94,5%, respectivamente. A BNT162b2 - vacina desenvolvida pela pequena start-up alemã e a gigante farmacêutica americana , e  a mRNA-1273 - desenvolvida pela empresa de biotecnologia sediada em Cambridge em colaboração com o National Institutes of Health -  estão a caminho de se tornarem as primeiras medidas profiláticas contra a infecção por SARS-CoV-2.

Embora ambas  candidatas ainda precisem  de cumprir mais algumas exigências antes de receberem a aprovação Food and Drug Administration , eles destacam-se pela inovação. Se aprovadas, seriam as primeiras vacinas baseadas em RNA mensageiro (mRNA) a atingir o uso clínico.

Esta nova classe de vacinas baseadas em DNA e RNA distribuem a sequência genética  de proteínas virais específicas às células hospedeiras usando plataformas de nanotecnologia.  Em vez disso, as vacinas tradicionais desencadeiam respostas imunológicas após a injeção de vírus inteiros, seja como vírus vivos atenuados, vírus inativados ou vírus modificados, no corpo. Ambos os tipos de vacinas estão sendo testados contra COVID-19 em ensaios clínicos.

Com relação a outras abordagens, as terapias baseadas em mRNA têm várias vantagens. A entrega de mRNA  é mais segura do que a entrega de vírus inteiro ou DNA, pois o mRNA não é infeccioso e não pode ser integrado ao genoma do hospedeiro; enquanto o DNA precisa chegar ao núcleo para ser decodificado, o mRNA é processado diretamente no citosol; O mRNA tem meia-vida curta, que pode ser regulada por desenho molecular; finalmente, é imunogênica, o que pode representar uma vantagem para o desenho de vacinas, mas sua imunogenicidade  pode ser modulada com técnicas de engenharia molecular. 

No entanto, para ser transportado com segurança  e eficiência in vivo sem ser degradado na circulação e para atingir o citosol através da membrana plasmática celular, o mRNA precisa de um transportador. Para muitas terapêuticas baseadas em mRNA, incluindo BNT162b2 e mRNA-1273, os veículos de escolha são nanopartículas lipídicas (embora outros materiais também tenham sido usados). Complexado com lipídios carregados positivamente, o mRNA é mais estável e resistente à degradação mediada por RNase e forma partículas do tamanho de vírus automontadas que podem ser administradas por diferentes vias. 

Uma vez endocitadas, as nanopartículas lipídicas promovem o escape endossomal e liberam sua carga genética no citosol, onde o mRNA é traduzido em proteínas antigênicas, iniciando a maquinaria do sistema imunológico para a produção de anticorpos neutralizantes. Tanto o BNT162b2 quanto o mRNA-1273 entregam o mRNA que codifica variantes genéticas da proteína spike SARS-CoV-2 que são mais estáveis ​​e imunogênicas do que a proteína natural. Uma desvantagem atual dessas formulações é que seu armazenamento de longo prazo requer baixas temperaturas, colocando obstáculos logísticos para sua distribuição e administração potencial, em particular para regiões do sul global.

No entanto, essas vacinas são uma grande conquista para a medicina molecular e a biotecnologia. Elas também representam um grande marco para a nanomedicina, que tem lutado para obter reconhecimento popular até agora, devido aos desafios de interpretação. Elas são um sucesso para todos os cientistas que trabalharam para otimizar nanoformulações para o empacotamento eficiente e entrega segura de  material genético, resumem algumas das ideias por trás do conceito de entrega de drogas e os  princípios fundamentais da nanomedicina - que são materiais biocompatíveis de engenharia, graças ao seu tamanho nanométrico e características físico-químicas, podem proteger as cargas de drogas  da degradação e oferecer controle sobre sua biodistribuição.

Abordagens de nanomedicina, especialmente para terapias de câncer, muitas vezes levaram a resultados desanimadores quando traduzidas da área pré-clínica para a clínica devido à natureza complexa e ainda
 mal compreendida das interações nano-bio. As últimas evidências sugerem que em áreas como o desenvolvimento de vacinas, as chances de uma abordagem baseada na nanomedicina são mais favoráveis. Além disso, essas estratégias são escalonáveis ​​e versáteis, uma vez que o mRNA pode ser projetado usando técnicas de laboratório padrão. Isso significa que elas podem ser facilmente e rapidamente adaptadas para produzir novas vacinas contra epidemias futuras.

BNT162b2 e mRNA-1273 não seriam as primeiras nanoformulações a serem aprovadas para uso humano . Se bem-sucedidos, no entanto, ajudariam a mitigar uma crise de saúde global de dimensões sem precedentes na história moderna, demonstrando uma aplicação impactante da nanomedicina em escala global e aumentando a conscientização sobre seus benefícios potenciais para o público mais amplo.

Referências: 

Nanomedicine and the COVID-19 vaccines. Nat. Nanotechnol. 15, 963 (2020). https://doi.org/10.1038/s41565-020-00820-0

sábado, 31 de outubro de 2020

O "COSMOS" DE CARL SAGAN, ROAGLL Nº 23, novembro de 2020

Na ROAGLL Nº 23, de novembro de 2020, o Prof. Me. Edward Montenegro do Graviton Scientific Society, escreveu um artigo no qual conheceremos um pouco do trabalho do renomado astrônomo americano Carl Sagan. Também, relembrando sua famosa série "Cosmos" e nos convidando a participar do evento Carl Sagan' s Day, que será realizado em vários países do mundo no dia 9 de novembro. Leia o texto a seguir!


LER A REVISTA COMPLETA




A Graviton Scientific Society e a Astronomia em Teresina, PI - ROAGLL - OCT 2020

Em novembro de 2017 foi lançada o primeiro número da Revista do Observatório Astronômico Genival Leite Lima. Desde então tem uma edição mensal, no qual são preparados textos de divulgação da astronomia de diversos temas, com foco na observação do céu. O objetivo principal dessa publicação é manter mais uma fonte de apoio aos Clubes de Astronomia espalhados por Alagoas. Contudo, a revista também é útil para todos aqueles que de alguma forma se interessam por descobrir e aprender mais sobre a ciência do céu.

A partir da ROAGLL Nº 22, de outubro de 2020, o Prof. Edward Montenegro está colaborando com a escrita de textos e nesta edição ele relata sobre a Graviton Scientific Society - GSS de Teresina, Piauí. No qual na sua condição de socio ativo e sendo um do seus fundadores, o professor Me. Edward Montenegro,  fala sobre como foi criada a associação, quais seus objetivos e como são realizadas suas atividades de divulgação e de ensino de astronomia em Teresina e cidades proximas.







Prof. Edward Montenegro participa em reportagem sobre a equipe que venceu o desafio de Satelites Artificiais do MCTI-2020

 Em 27 de outubro de 2020, a TV Antena 10, afiliada da Record na cidade de Teresina-PI fez uma reportagem com a equipe vencedora do desafio de Satelites Artificiais realizado durante a 17 SNCT do MCTI-2020. Confira a materia na integra no vídeo a seguir. 


sábado, 24 de outubro de 2020

Equipe coordenada pelo professor Edward Montenegro vence o desafio de satelites na SNCT 2020 - MCTI

Estudantes do Programa Cidade Olímpica Educacional sobem ao 1° lugar do pódio no desafio de Satélites artificiais do MCTI na categoria Ensino Fundamenal II .

Os alunos do COE trouxeram para Teresina uma premiação inédita e relevante do ponto de vista científico e social.


A equipe Cidade Olímpica Educacional liderada pelo professor Edwar Dávila Montenegro que é membro fundador da Graviton Scientific Society, voou alto e conquistou o primeiro lugar geral na modalidade Satélites e Inteligência Artificial – categoria Ensino Fundamental II. O feito se deu durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, evento que aconteceu entre os dias 19 e 23 deste mês e contou com a participação de 114 equipes de todo o Brasil, inscritas nas modalidades: satélites artificiais, Arte Espacial e Aplicação de Satelites.

A equipe liderada pelo professor Edwar, desenvolveu um projeto que propõe o uso de CubeSat’s e uma Inteligência Artificial para gerenciar e processar a base de dados de observações dos satelites com o intuito de localizar queimadas e desmatamento ilegal ao longo do território brasileiro.


O projeto venceu o desafio proposto pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, galgando o primeiro lugar entre todas as equipes do Brasil.

“Esse resultado alcançado por nossa equipe, além de ser um feito inédito, é de suma importância para a Ciência em nossa cidade e no Brasil de modo geral, dada a relevância da temática abordada como também por inserir o segmento jovem de Ensino Fundamental nesse circuito da pesquisa científica” – Pontua Edwar Dávila.

E os resultados conseguidos por alunos de escolas da Prefeitura de Teresina não param por aí, na categoria Arte Espacial, com um Conto de ficção Científica, a equipe de Língua Portuguesa do Programa Cidade Olímpica Educacional, conquistou o 3º lugar. Orientados pelos professores José Orlando e Carlos André, os alunos responderam ao desafio de criar um conto narrando histórias sobre transformações climáticas na cidade e os efeitos dessas transformações.

As equipes participantes da competição destacam o apoio recebido dos professores e colegas durante a jornada – “Sou muito grata pelo apoio do professor Edwar, e estou muito feliz com o resultado”. – destacou Maria Eduarda, integrante da equipe vencedora do desafio.

Este evento faz parte do Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações e da 17ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT), organizada pelo MCTI, com a temática de satélites envolvendo mini-cursos, palestras e atividades relacionadas com divulgação e ensino de temas relacionados com a área de satélites educacionais e de baixo custo (CanSats, CubeSats e ArtSat).

Prof. Edward Montenegro - orientador da equipe ganhadora do desafio de satelites na SNCT do MCTI-2020

As esquipes ganhadoras foram anunciadas numa live no canal do MCTI no youtube na sexta-feira 23 de outubro de 2020.

sábado, 10 de outubro de 2020

Pacote apresentações (LaTeX, Power Point, Google Apresentações e Prezi )

 Pacote apresentações (LaTeX, Power Point, Google Apresentações e Prezi )

Curso de LaTeX



O LaTeX é um sistema de composição de alta qualidade gráfica; inclui recursos projetados para a produção de documentação técnica e científica (artigos, dissertações, monografias, teses, apresentações de trabalhos em eventos e muito mais). O LaTeX é o padrão de fato para a comunicação e publicação de documentos científicos e o melhor está disponível como software livre. Você não precisa pagar pelo uso do LaTeX, ou seja, não há taxas de licença, etc. 

A ideia central do LaTeX é distanciar o autor o máximo possível da apresentação visual da informação, pois a constante preocupação com a formatação desvia o pensamento do conteúdo escrito. Ao invés de trabalhar com ideias visuais, o usuário é encorajado a trabalhar com conceitos mais lógicos — e, consequentemente, mais independentes da apresentação — como capítulos, seções, ênfase e tabelas, sem contudo impedir o usuário da liberdade de indicar, expressamente, declarações de formatação.

Esses são motivos pelo qual estou oferecendo este curso básico, para você começar a escrever o resultado de suas pesquisas, seu projeto  ou a apresentação de seu trabalho em eventos.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

  • 1 Aula = 45 min.

AULA 1- Configurando  o software. 
AULA 2- Configurando o preâmbulo
AULA 3- Criando meu primeiro documento.
AULA 4- Formatação básica de textos.
AULA 5- Formatação básica de textos.
AULA 6- Ambientes matemáticos .
AULA 7- Ambientes matemáticos 2. 
AULA 8- Criando um artigo.
AULA 8- Criando um artigo 2.
AULA 9- Configuração básica para um TCC /Dissertação
AULA 10- Configuração básica para um TCC /Dissertação 2
AULA 11- Inserindo referências.
AULA 12- Criando apresentações

+ E-book



Assessoria e Consultoria para elaboração de sequência didática

 Assessoria e Consultoria para  elaboração de sequência didática

Assessoria e consultoria para elaboração planos de aula

 Assessoria e consultoria para elaboração planos de aula